Mulher Himba
e os seus Adornos...
e os seus Adornos...
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Cinto feito em PVC Foto/Neil Munro |
No século xv, a tribo Herero saiu da Etiópia, com os seus rebanhos e atravessou a África até à Namíbia.
Os Himba, Ovahimba, que hoje vivem no Sul de Angola, são descendentes dos Herero e mantiveram as suas tradições centenárias, quase intactas.
Uma delas é o hábito das mulheres, cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, que proteje a pele do vento e do sol.
As mulheres Himba dispendem todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza.
As Himba também comandam uma sociedade poligâmica, cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens.
Os Himba vivem próximos ao Rio Cunene, que marca a fronteira entre a Namíbia e Angola, mas circulam livremente entre os dois países.
Para eles, não existem fronteiras.
Vagam pelo deserto como os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilómetros em busca de água para o gado.
Tanto esforço vale a pena: o gado bovino é o principal símbolo de status de uma família Himba e seu roubo é punido com a morte.
ADORNOS
Tanto esforço vale a pena: o gado bovino é o principal símbolo de status de uma família Himba e seu roubo é punido com a morte.
ADORNOS
As pulseiras da mulher Himba eram feitas de bronze.
As suas arestas, muitas vezes tornavam-se cortantes e as elevadas temperaturas do deserto, provocavam queimaduras na pele.
Com o aparecimento do PVC, material mais leve, suave e com pouca absorção do calor, o bronze foi-se tornando menos usado.
O PVC é fácilmente trabalhado, permitindo ao artista, desenhar motivos mais elaborados, alterar com pigmentos naturais a sua cor, ou deixando que o tempo dê um tom de marfim envelhecido às pulseiras.
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Carlos Pires
National Geographic





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