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quinta-feira, 28 de julho de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

TRASH LAND
MOÇAMBIQUE

Documentary Project
(Photography and Post-productions)
By: José FerreiraText
Written By: Nuno Silva



A inércia grotesca consciente/inconsciente do humano enquanto humano remete para cenários torpes de qualquer 3º mundo a distâncias nada menos que astronómicas. Distâncias essas, que em pleno século XXI se tornam cenários como os que testemunhei na lixeira de Huléne, animações demasiado pictóricas de um panorama demasiado desactualizado. Cenários onde a vida se exila de sentidos, onde questiono a cor da minha fé e me alheio do real... um real tão marcante, quanto presente. A sul de Moçambique, bem no coração de Maputo e a escassos metros do aeroporto da Capital, encontra-se a lixeira de Huléne, mãe de muitas histórias, casa de muitos renegados e sustento de muitos mais. É difícil lograr qualquer tipo de juízo quando a incredibilidade amotina qualquer estado de alma ou percepção intelectual. Os limites da lixeira ultrapassam a sensibilidade comum - e até a perspicuidade do olhar - e nem os muros que a aprisionam, conseguem dissimular um cenário nada menos que dantesco - cortados a sul por uma entrada improvisada, um buraco no maciço muro de cimento, concreto e bruto. Ali confluem todo um tipo de necessidades e propósitos. Movimentações constantes de pessoas e camiões compõem um complexo jogo de cores e sensações que nos despertam para a proximidade do precário e do insensível. São muitas as personagens, mas muito poucas as diferenças.

Os “catadores de lixo” são os que mais agitam os horizontes. São peões de um dos poucos negócios, e talvez o mais rentável, que ainda consegue florir entre a mais profunda e desesperante imundice – a reciclagem. Furam freneticamente os corredores de lixo em busca da utilidade. Porque a utilidade ali, e para eles, pode mais tarde valer um pouco mais que pão e leite.
Depois, os outros. Os outros que se assemelham por excesso a muitas caricaturas do pobre e do mendigo que muitas vezes se camuflam entre piadas de genéricos ou bandas desenhadas generalistas do mundo civilizado. Os outros dos olhos sem vida. Os outros do sorriso sem cor e do rosto vazio de expressão. Os outros que tornam esta experiência muito mais humana.
As fotografias fluem numa cadência desproporcionada. A consciência do que vejo inquieta drasticamente a minha percepção das coisas. Nunca o nada fez tanto sentido, e o valor material, tão pouco. Ali o belo torna-se noutro belo, o digno noutro digno. A importância nunca teve na cor da camisa ou sequer no tamanho do sapato. E no meio de tão pouco, rodeado de tamanha e angustiante putrefacção, constatações simples como a que entre o interesse e a curiosidade me dou conta, nunca antes foram tão perturbantes – “todos os dias comemos carne”. A inquietação há muito que me havia tomado por completo, mas a surpresa, essa, é inoportuna, desperta-me a todo o momento. Ali, quando o fruto se torna o resto, o resto torna-se o fruto.
Não é fácil conhecer a lixeira. Não é fácil crer no que é apenas a realidade. Conhecê-la, não é mais que acordar para as diferentes realidades do homem e do mundo. E o maior erro é pensar que ali não há espaço para a vergonha. Uma vergonha muito mais legítima que qualquer outra. Uma vergonha muito mais tocante e bruta de sentido. Porque para muitos estar ali não é nem foi uma opção. Porque muitos deles, já viram para lá dos muros.
São estas circunstâncias, num país em senda de progresso e desenvolvimento através do investimento externo, que tornam a lixeira de Huléne um fenómeno cada vez mais desactualizado até para o contexto de crise e delicadeza económica no qual se insere Moçambique.

Esta, não é a cor da minha fé, é a inconsciência da verdade que teimosamente desfigura a sociedade civil e a condição do homem enquanto ser humano.


...

créditos:
Vera Viegas


quarta-feira, 13 de abril de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Jorge Molder

foi o escolhido pelo júri da 10ª edição do Grande Prémio EDP/Arte.
Jorge Molder destaca-se na área da fotografia e o seu trabalho pode ser encontrado em quase todas as mais importantes colecções portuguesas.







Criado em 2000, este prémio é uma iniciativa trienal da Fundação EDP e distingue artistas plásticos portugueses, com carreira historicamente relevante, desenvolvida em Portugal ou no estrangeiro, e cujo trabalho tenha contribuído para afirmar as tendências estéticas contemporâneas.
Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004) e Eduardo Batarda (2007) foram alguns dos artistas já distinguidos por este prémio.


Fotógrafo português, Jorge Molder nasceu em 1947, em Lisboa. Estudou Filosofia na Universidade de Lisboa e começou a sua carreira como artista na década de 1970.
No seu trabalho, o artista que usa a fotografia como sua forma expressiva, é sobre a duplicidade.
Esta duplicidade parte de um outro, personagem que o artista constrói a partir da utilização do seu próprio corpo em auto-retratos - que deixam de o ser porque a figura que neles surge, não resulta de nenhuma busca de autenticidade no interior do seu autor, mas, pelo contrário, é uma figura ficcional.
Por último, e para estabelecer um primeiro quadro sobre a obra de Molder, resta acrescentar que a escala das suas imagens é de rigorosa importância.
Esclareça-se que escala não é igual a dimensão.
A escala é uma relacção e obedece a opções muito precisas por parte do artista, que tem utilizado dimensões diversas para as suas imagens, desde o tamanho íntimo e precioso da Polaroid, até à grande dimensão de algumas series recentes.
A ampliação de fotografias para uma dimensão de cerca de 1 metro quadrado, ou mesmo mais (em duas series recentes usou 1,20mx1,20m), faz com que a imagem fotográfica não se deixe cativar da pura opticalidade, mas, peo contráriom defina um campo de relação corporal com o observador, embora na utilização do pequeno formato (nos zincos e nas polaroids, que o artista nunca amplia) essa opticalidade seja utilizada como dispositivo de referência espacial, fazendo-nos aproximar de imagens que por vezes são quase miniaturas.
As suas imagens são, portanto, imagens corporalizadas, (porque apelam para a nossa auto-consciência corporal) inscrevendo-se, nesse sentido, na tradição nascente a partir dos anos sessenta, de desprendimento da fotografia em relação aos seus parâmetros ópticos e reprodutivos de presença.

"Aristóteles conta a história de um viajante que ao cavalgar através de uma neblina muito espessa, numa das suas muitas noites sem dormir, viu também cavalgar, a seu lado, a sua própria imagem. Mimava-lhe todos os movimentos e quando o viajante atravessou o rio, a imagem fez o mesmo. Assim que a neblina se dissipou, o fantasma desapareceu também."

É o mesmo problema de reconhecimento identitário, colocado em derradeiro confronto, que encontramos estampado, em déjà vu, no rosto aristotélico ..., de Jorge Molder. "


créditos
http://www.iac-azores.org
Lígia Afonso

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...


Jean Dieuzaide

Fotógrafo francês desenvolveu trabalhos em fotojornalismo, retratos e fotografias de arquitetura.
A  libertação de Toulouse, foi o momento "decisivo", tornando-o conhecido mundialmente...

No dia 16 de Setembro de 1944, o General de Gaulle faz uma visita rápida a Toulouse, para se consciêncializar das forças da resistência francesa e  grupos internacionalistas, principalmente espanhois. 

As medidas de segurança eram  rigorosas e impiedosas. Os  fotógrafos eram proibidos de se aproximarem num perimetro de 10 mt.
Condições que dificultavam um registo fotográfico.



Na parte da tarde, o General de Gaulle faz um discurso no Capitólio e Jean Dieuzaide encontra a sua oportunidade... 

"Após o discurso na varanda do Capitólio, eu tento passar para a  frente através de uma multidão densa. Finalmente estou à beira do local exato que eu tinha escolhido.... estava ocupado pela banda militar.
O que fazer? 
Com a cumplicidade de músicos, agacho-me e por entre as suas fileiras vou aproximando-me por entre bombos e pratos!
Fiquei lá durante a execução dos quatro hinos aliados nacionalistas!
... descrever o barulho infernal, é impossível!
Mas quando o General de Gaulle saiu, a silhueta do seu busto destacava-se sobre o portão negro da prefeitura. Levantei.me e premi o botão da máquina. Tudo sem o recurso de teleobjectiva ... O rosto não era muito grande no meu visor! 
Rapidamente corri para o laboratório, angústiado, para  ver os negativos do filme tirados na minha D76. 
Suspiro de alívio, o busto destaca-se no fundo preto. No dia seguinte a fotografia é publicada em jornais locais. "

Retratos do General eram raros naquele tempo, a imagem foi um sucesso imediato.
E, uma ótima idéia, surge na mente de Jean Dieuzaide
Enviar uma impressão em cartão desta fotografia,  para todas as províncias da França com uma carta afirmando, que
"... esta foto é vendida ao preço de 20 francos, recomendo enviem ordem de envio urgente devido à escassez de papel fotográfico."
Rendeu-lhe um grande numero de pedidos, assim como a cópia do negativo pela Presidencia do Conselho pelo valor de 10 mil francos, criando os primeiros retratos oficiais do General Charles de Gaulle.
Jean Dieuzaide, tornou-se mundialmente conhecido impondo a sua assinatura na imprensa, começa a trabalhar como fotojornalista para vários jornais e revistas semanais

Adopta o pseudonimo Yan e viaja  por Portugal e Espanha.


Em 1953 fotografou o pintor surrealista Salvador Dali durante uma viagem a Espanha, com o bigode enfeitado de flores, uma foto que se tornou célebre.














Tornou-se especialista em retratar personalidades e anônimos.
Foi homenageado pelo Prêmio Niepce em 1955 e com o Prêmio Nadar em 1961 .


Foi o criador e da "Toulouse Galeria Municipal Water Tower" , a primeira galeria permanente de fotografia em França, localizada em uma antiga torre de água ( 1824 ), nas margens do Garonne. 





" La Gitane", Sacro Monte, Espanha/1951 

 Em 1963, Dieuzaide estava entre os fundadores do grupo "Libre Expression" que acreditava na fotografia subjectiva e nas ideias de Otto Stneinert.
Dieuzaide fechou o seu estúdio em 1986. 

Faleceu em Setembro de 2003, aos 82 anos de idade.


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créditos
fr.wikipedia.org

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Mário Cravo Neto

... nasceu em 1947 na cidade de Salvador, Bahia.  Criado no ambiente artístico de sua cidade natal, inicia suas primeiras experiências em escultura e fotografia aos dezoito anos de idade. Nesta época, o seu pai o escultor Mario Cravo Júnior, tendo sido convidado para tomar parte no programa "Artists in Residence" patrocinado pela "Ford Foundation" e o Senado de Berlim Ocidental, viaja para a Alemanha com toda a família. É em Berlim que Mario Cravo Neto, além de dedicar a maior parte do seu tempo ao trabalho criativo, experimenta o contato com artistas e intelectuais vindos de outras partes do mundo.


As viagens à Espanha e à Itália empreendidas por sua família e o contato direto com os artistas Emilio Vedova e o fotógrafo Max Jakob, tambem residentes em Berlim, alargam os horizontes do jovem Mario Cravo Neto. Retorna ao Brasil em 1965 e finaliza seus estudos secundários. Em 1968, muda-se para New York para estudar na Art Student League sob a orientação do artista plástico Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual em New York. Este período de dois anos foi de importância fundamental para o delineamento de sua vida futura como homem e artista. São desta época, as séries de fotografias em cores intituladas "On the Subway" e as fotografias em preto e branco relacionadas ao aspecto da solidão humana na grande metrópole.

É em seu estúdio no Soho que desenvolve, paralelo à fotografia, as esculturas em acrílico, baseadas no processo do "terrarium" que envolve o crescimento de plantas vivas em ambientes fechados. Retorna ao Brasil em 1970, vítima de um esgotamento nervoso e pela primeira vez mostra na IX Bienal Internacional de São Paulo a instalação das esculturas vivas realizados em New York. Devido ao acidente automobilístico no dia 31 de março de 1975 Mario Cravo Neto interrompe a sua atividade profissional e é forçado a permanecer na cama com ambas as pernas quebradas. Após o período de um ano de convalescença e, impedido de dar continuidade às suas pesquisas anteriores, direciona a sua atenção para a fotografia de estúdio e começa a utilizar nas suas instalações os objetos achados, íntimos do seu cotidiano.

São desta fase a continuidade do trabalho que o artista vem mostrando no Brasil e no exterior. Fora seu trabalho fotográfico em preto e branco.




Cravo Neto era conhecido pelo olhar único com que retratava a religiosidade afro-brasileira. “A fotografia de Mario Cravo Neto não pode jamais ser pensada como um exercício de maestria técnica. É o veículo utilizado para materializar idéias, visões e arranjos da realidade. Não devemos nos prender a princípios formais para apreciar sua obra, apesar da destreza com que cria imagens que nos seduzem, ora por uma sensualidade que as torna deliciosamente táteis, ora por uma solenidade particular do objeto retratado”, diz a curadora Solange Farkas.



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créditos
Osvaldo Campos
Analgesi

sexta-feira, 25 de março de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Imogen Cunningham



...em 1901, aos 18 anos de idade, comprou a sua primeira câmara fotográfica, mas rapidamente perdeu interesse pela fotografia, vendendo essa câmara.
Só em 1906, quando estudava na Universidade de Washington em Seattle, foi inspirada por um encontro com o trabalho de Gertrude Kasebier. Com ajuda do professor de química, Dr. Horace Byers, começou a estudar a química por trás da fotografia, financiando as aulas com fotografias de plantas para o departamento de botânica.





Depois de completar o curso em 1907 foi trabalhar com Edward S. Curtis no seu estúdio de Seattle. Isto deu a Cunningham a oportunidade valiosa de aprender a fotografar retratos e o lado prático da arte fotográfica.


Em 1909, Cunningham ganhou um bolsa de estudo da sua irmandade (Pi Beta Phi) para estudar no estrangeiro e, aconselhada pelo professor de química, foi estudar com o Prof. Robert Luther na Technische Hochshule em Dresden, Alemanha.
Em Dresden concentrou-se nos estudos e não tirou muitas fotografias. Em Maio de 1910 termina a escrita do artigo "About the Direct Development of Platinum Paper for Brown Tones", descrevendo o processo de aumentar a velocidade de impressão, a claridade dos tons e produção de tons sépia.





De volta a Seattle abriu o seu próprio estúdio e recebeu grande aprovação pelo trabalho de retratos e pictórico. A maior parte do trabalho de estúdio nessa época consistia em fotografias da sua sala, ou dos bosques em redor da sua propriedade campestre.



Exibiu fotografias na Brooklyn Academy of Arts and Sciences em 1913.
Em 1914 os retratos de Cunningham foram mostrados na "International Exhibition of Pictorial Photography" em Nova Iorque e um portfólio da sua obra foi publicada no Wilson's Photographic Magazine.




Casou no ano seguinte com Roi Partridge, artista. Ele posou para uma série de fotografias de nus, que foram mostradas na Seattle Fine Arts Society. Embora aclamadas pela crítica, o público não aprovou essas ousadas imagens e Cunningham só revisitaria o tema passados 55 anos.

Entre 1915 e 1920 Cunningham continuou o seu trabalho e teve três filhos (Gryffyd, Rondal, e Padraic) com Roi. Em 1920 mudou-se de Seattle para San Francisco onde Roi ensinava no Mills College.


Em San Francisco, Cunningham refinou o seu estilo, tomando um novo interesse nos padrões e nos pormenores com o estudo das texturas, árvores, listas, etc., aumentando também a quantidade de trabalhos de fotografia botânica, especialmente flores, e entre 1923 e 1925 fez um estudo aprofundado das flores de magnólia. Mais tarde interessar-se-ia pelas paisagens industriais de Los Angeles e Oakland.
Em 1929 Edward Weston nomeou 10 das fotos de Cunningham (8 botânicas, 1 industrial e 1 nu) para incluir na exposição "Film und Foto" em Stuttgart. Cunningham mudou mais uma vez o seu interesse para a forma humana, em particular as mãos, especialmente as mãos de músicos e outros artistas. Esse interesse conduziu ao seu emprego na Vanity Fair, fotografando estrelas sem maquilhagem e em ambientes intimistas. Em 1932, Cunningham foi uma das fundadoras do Grupo f/64, que queria "definir a fotografia como forma de arte por uma simples e directa apresentação por métodos puramente fotográficos".
Em 1934 Cunningham foi convidada para trabalho em Nova Iorque na Vanity Fair. O seu marido quis que esperasse até que pudessem viajar juntos, mas ela recusou e mais tarde estariam divorciados. Continuou a trabalhar com a Vanity Fair até que esta deixou de se publicada em 1936.
Na década de 1940 Cunningham interessou-se pelo documentário e fotografia de rua como projecto pessoal enquanto vivia do trabalho comercial e fotografia de estúdio.



Em 1945, Cunningham foi convidada por Ansel Adams para leccionar na faculdade, no departamento de arte fotográfica da da California School of Fine Arts (CSFA). Dorothea Lange e Minor White também se lhe juntaram como colegas.




Cunningham continuou a fotografar até pouco antes do seu falecimento aos 93 anos em 24 de Junho de 1976 em San Francisco, Califórnia.





JUDY DATER


..na imagem vemos Imogen Cunningham  dando uma aula de fotografia de nudez.
A aluna Judy Dater viu sua chance e registrou a imagem da senhora Cunningham e a modelo Twinka Thiebaud completamente nua.
Foi tirada em Yosemite, na Califórnia, em 1974.





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pt.wikipedia.org

 

terça-feira, 22 de março de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Nicéphore Niépce
"Vista da Janela de Le Gras"
(1826)


Muito antes de cores saturadas da fotografia,cinema, jornal - a vida era polarizada em preto, branco e vários tons de cinza. 
Em 1825, Nicéphore Niépce produziu a primeira fotografia conhecida.
Desde então, a fotografia tem se mostrado uma das formas mais poderosas,com a sua capacidade de construir a realidade e alterar a percepção.

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googleusercontent.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

World Press Photo 2011


 World Press Photo é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1955, na cidade de Amsterdã.
A entidade organiza anualmente a maior e mais prestigiada premiação de fotojornalismo do mundo.
Os retratos vencedores são reunidos, em uma exposição itinerante que percorre 40 países e é visitada por milhões de pessoas. 
 


Foto: REUTERS/Jodi Bieber
Institute for Artist Management for Time/Handout
 Retrato da afegã Bibi Aisha, mutilada pelo marido.
Vence o prêmio de Imagem do Ano de 2010
World Press Photo. 
 
 





O concurso World Press Photo premiou na sua 54ª edição a fotografia tirada pela repórter fotográfica Jodi Beiber a Aisha, uma mulher afegã, vítima dos Taliban, a quem foi mutilado o nariz e parte da orelha e que fez capa da revista Time, em agosto passado.
Para além de ter ganho o grande prémio deste concurso internacional, o retrato de Bibi Aisha valeu ainda o prémio na categoria de Retrato.
"Esta pode ser uma daquelas fotografias - e nós temos talvez umas 10 durante a nossa vida - em que quando alguém diz sabes aquela fotografia com a rapariga....´e sabemos de imediato sobre qual estamos a falar", considerou David Burnett, presidente do júri do World Press Photo.

"É uma imagem extraordinária, uma fotografia diferente e assustadora. É muito para alem desta mulher em particular, mas sobre o estatuto das mulheres no mundo", adianta outro elemento do júri citado em comunicado oficial da WPP.


Aisha foi oferecida a um marido violento como forma de paga de uma divida de família. Devido aos maus tratos tentou fugir de novo para casa. Como castigo o regime Taliban determinou que deveria ser desfigurada desta maneira.
Acabou por ser encontrada e ajudada por uma equipa norte-americana de cirurgiões que a levaram para os EUA para ser alvo de cirurgia reconstrutiva. Quando fez a capa para a Time tinha 18 anos.


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boasnoticias.pt

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Ruven Afanador


Fils de photographes, il a rapidement appris le métier. En 1972, il a voyagé avec sa famille au Michigan, quitter sa ville natale pour toujours. . Marta, sa soeur est devenue la première femme à poser pour lui. Ruven a travaillé comme assistante et archive de photos.

Puis il monta studios minuscules à Washington avant de se rendre à Milan, où il a commencé à connaître la gloire.
 

Dans un espace de temps très court a atteint une reconnaissance mondiale. Il a photographié de rock star ou une célébrité à des personnages de la mode et de la culture. Ses fans sont des gens comme John Galliano et Jean Paul Gaultier, qui a été inspiré par un de ses livres de concevoir une ligne toute la collection. Des gens comme Michael Jordan, Val Kilmer, Salma Hayek, Alvaro Restrepo, Jennifer Lopez, Scarlett Johansson, Marcia Cross, Courtney Cox, Linda Evangelista, Liv Tyler, Debra Messing, Sandra Bullock, Jennifer Aniston, Janet Jackson, Al Pacino, Céline Dion, Robert De Niro, Isabelle Adjani, Gabriel García Márquez, Antonio Banderas, Lenny Kravitz, entre autres, ont posé pour la lentille, et les couvertures de magazines tels que GQ, Elle, Vogue, Rolling Stone, New York Times Magazine et Vanity Fair sont venus votre appareil photo.




En 2008, fait l'affiche du XV Biennale de Flamenco de Séville.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Steven Meyers



 Radiographies



Exposées au Musée d'Art Contemporain de Denver les radiographies florales de Steven Meyers portent un regard rare et inhabituel sur les structures, belles et complexes à la fois, des fleurs et feuilles des plantes qui nous entourent au quotidien. Nous révélant une beauté qui se cache à l'oeil humain.



Bien que cette forme d'art existe depuis bientôt 70 ans, peu d'artistes la pratiquent et Steven Meyers se bat pour la maintenir vivante avec de nouvelles images belles et excitantes.
Certes ce ne sont pas ces images fortes, sûres de leur classicisme et de leur légitimité artistique que nous avons l'habitude de vous proposer mais ces radiographies sont aussi une branche de l'art photographique. Et elles ont un coté rafraîchissant qui nous rappelle que la photo c'est d'abord un regard différent. Et c'est aussi un beau cadeau pour le dire avec des fleurs...


FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Josef Hoflehner

...est un photographe, né en 1955 en Autriche. Il a remporté le Grand Prix de la photo de nature IPA (International Photography Awards) aux États-Unis en 2007.Son travail se compose essentiellement de photographies en noir et blanc de paysages prises au moyen format en vitesse lente.



D'une simplicité Josef transforme la photo en art visuel.


FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Misha Gordin
... est né en 1946, en Lettonie. Il a grandi à Riga, parmi la population russophone et sous l'occupation soviétique. Diplômé de l'école technique d'ingénieur de l'aviation, il choisi cependant d'entrer aux Riga Films Studios en tant que concepteur d'équipement pour effets spéciaux.


Il se lance, à la même époque, dans la photographie mais ni ses portraits de l'époque ni sa participation à des documentaires ne le satisfont. Ignorant tout du monde de l'art et de la culture, il se vit comme un fonctionnaire du "réalisme social".
Animée pourtant par le désir de créer son propre style, il arrête tout pour se confronter à ces classiques d'une culture qu'il n'a pas, en littérature (Dostoïevski, Boulgakov) comme en cinématographie (Tarkovski, Paradjanov). Un an plus tard, il a enfin la vision intuitive de l'art photographique qu'il souhaite pratiquer et qui deviendra la pierre angulaire de l'ensemble de son oeuvre à venir. En 1974, il quitte définitivement l'Union soviétique et s'installe aux USA.

La photographie est à ses yeux un reflet des réponses aux grandes questions de l'être :
naissance, mort et vie.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Jogos Asiáticos
16ª edição
 

Foto: 5Gurinder Osan/ AP



 
 
 
 
 
 
 
 
 



Dançarina  antes da cerimónia de vitória da competição de esgrima nos Jogos Asiáticos em Guangzhou.
China, 21 de Novembro de 2010.


Foto: 13Bobby Yip/ Reuters
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Menina nos bastidores dos Jogos Asiáticos em Guangzhou.
China, 16 de Novembro de 2010.


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ultimosegundo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

  Festa do povo Tengger em Java


Foto: Ulet Ifansasti/Getty Images
O Festival Hindu Yadnya Kasada, do povo Tengger, em Java do Leste, na Indonésia, é a principal festa do povo Tengger, que dura cerca de um mês.


Foto: Ulet Ifansasti/Getty Images
No 14º dia, o povo Tengger faz uma viagem até o Monte Bromo para levar oferendas de arroz, frutas, legumes, flores e animais aos Deuses da montanha, jogando as oferendas na caldeira vulcânica.
A origem do festival remonta ao século 15, quando uma princesa chamada Roro Anteng fundou o principado de Tengger com seu marido, Joko Seger, e o casal – que não tinha filhos – pediu que os Deuses das montanhas os ajudassem a ter descendentes.
Diz a lenda que os Deuses concederam 24 filhos ao casal, com a condição de que o 25º fosse atirado no vulcão, oferecido em sacrifício. Depois da recusa inicial, o 25º filho, Kesuma, finalmente foi sacrificado dessa maneira, e a tradição de atirar oferendas em sacrifício para apaziguar os Deuses da montanha continua até hoje.


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ultimosegundos

domingo, 21 de novembro de 2010

FOTÓGRAFOS DO MUNDO...

Cenas do Mundo na década de 30


Foto: S. R. Gaiger/Topical Press Agency/Getty Images
 
Visto com olhos de hoje, o mundo de 1930 serve de comparativo para a realidade actual.



Manifestantes protestam contra o despejo de famílias pobres em Chelsea, Londres, Inglaterra, 17 de Setembro de 1930

Foto: Topical Press Agency/Getty Images
Em 1930, a Europa assistia à ascenção de líderes totalitários e estruturação do Nazismo, que culminaria na deflagração da Segunda Guerra Mundial.
Líder do Partido Nacional Socialista Alemão, Adolf Hitler (1889-1945), com os novos representantes nazistas após conferência. Alemanha, 1930.

Foto: Central Press/Getty Images22

Índia, liderada por Mahatma Gandhi, estruturava um movimento para sua independência.
Aconteceria apenas em 1947
Mahatma Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi, 1869 - 1948), líder nacionalista e espiritual da Índia, liderando a "Marcha do Sal" em protesto ao monopólio da produção do sal por parte do Britânicos. Índia, 1930  

Foto: Boyer/Roger Viollet/Getty Images
A China, invadida pelo Japão, enfrentava uma guerra civil
Loja com peixes defumados na região de Kanagawa, Japão, em 1930.


Foto: Roger Viollet/Getty Images

Homem é decapitado durante uma execução pública na China. China, aproximadamente 1930
Foto: Margaret Bourke-White//Time Life Pictures/Getty Images

Os Estados Unidos amargavam a “Grande Depressão de 29″
Homens caminhando na rua 36, entre a Oitava e Nona Avenidas, onde o tráfego era fechado no período da tarde. Nova York, aproximadamente 1930.


Foto: Hulton Archive/Getty Images
Estrela de cinema de Hollywood, Dorothy Sebastian (1903 -1957) afrouxa as porcas do pneu traseiro de carro. Estados Unidos, aproximadamente 1930.


"... alguns dos cenários expostos são familiares, outros chocam, intrigam e nos fazem pensar na enorme distância que criamos em apenas 80 anos"

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http://ultimosegundo