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segunda-feira, 21 de março de 2011

A ACONTECER...

BAÍA DE LUANDA...

O projecto de requalificação da Baía de Luanda, cuja construção está a cargo do consórcio Mota Engil/ Soares da Costa.









... vai ser apresentado 'definitivamente' aos luandenses e angolanos, no geral, em Maio
ou Junho de 2012, altura em que se prevê a conclusão da sua segunda fase.


Foto/pais.net


Dividido em duas partes, a requalificação abrange uma primeira intervenção na área marítima da baía, com a limpeza e alargamento da drenagem da Marginal, e na área terrestre a construção de vias e espaços de lazer.




As obras terrestres vão permitir a construção de uma via com 3.1 km, com seis faixas de rodagem, a construção de uma ponte com ligação à Ilha de Luanda , a criação de 127 mil metros quadrados de zonas verdes, 106 metros quadrados de áreas pedonais e 1600, limpeza de colectores de esgoto e substituição de equipamentos das subestações.



No primeiro semestre deste ano começam a ser plantadas cerca de quatro mil palmeiras e acácias rubras ao longo da costa marítima. As estruturas onde funcionam, por exemplo, o Banco Nacional de Angola, Banco de Poupança e Crédito, outros bancos privados, universidades e outros edifícios que, em princípio estão 'à beira', estarão no futuro a léguas do mar, que vai ser afastado aproximadamente 64 metros a dentro quando a obra terminar.


Descontaminação do mar


Quanto ao mar, neste momento a área técnica do projecto Baía de Luanda alvitra a dragagem de um milhão de metros cúbicos de areias...
...nesta altura estão a ser tratados os resíduos que provinham de cinco estações de bombagem da baixa da cidade.
A descontaminação passa pela lavagem da areia contaminada, onde durante cerca de 50 anos foram depositados os dejectos provenientes de vários instituições e imóveis aí situados.
... um dos técnicos do projecto, conta que diariamente limpam entre 600 e 700 metros cúbicos de areia. Da areia limpa, são retirados as materias orgânicas e não-orgânicas. As não-orgânicas são sobretudo esferovites, ferros, vidros, latas e pedras que durante décadas foram depositadas ao longo da baía, fruto dos resíduos depositados por banhistas, pescadores e outros provenientes dos esgotos. 
Esses resíduos têm como destino final o aterro sanitário dos Mulenvos, em Cacuaco.
Quanto ao material orgânico, segundo apurámos, é encaminhada para o alto mar através de um "pipeline" de dois quilómetros de distância, para dar nova vida ao ecossistema.



O trabalho de limpeza e separação das areias é feito por 50 funcionários, que em turnos, labutam durante 24 horas ao dia, segundo apurámos.
No total estão envolvidos 500 funcionários, maioritariamente angolanos.
Outros foram contratados de países como África do Sul, Botswana, Portugal, Cuba, Líbano, Bélgica, Inglaterra e Holandeses.

Para sustentar a vinda destes quadros todos, um dos responsáveis disse apenas:
"para dar uma grande imagem a Luanda tivemos que buscar os melhores do mundo".


O projecto que pretende dar uma nova imagem à Baía de Luanda.

.../...
pais.net

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